Questões Bancárias versus Empresa Existe solução
PANORAMA
O Brasil tem vivenciado nas duas ultimas décadas grandes modificações nos setores produtivos, o que vem provocando crescimento acelerado dos meios de comunicação, da indústria, do comércio e, principalmente, da demanda ao crédito, o qual possibilita a agilização de transações comerciais, mas que exige das entidades do sistema econômico-financeiro nacional um melhor desempenho de suas estruturas.
Contudo, detendo o monopólio do crédito, as instituições financeiras beneficiam-se com a atual política econômica, uma vez que, na posição de concedente de “vantagens econômicas”, tornam-se entidades figurantes do poder da República na posição de influenciadoras em todos os segmentos da economia.
O Governo Federal, como seu maior aliado, dita as diretrizes e a política econômica, obviamente arbitrária, e é cúmplice da quantidade de recursos que adentram a essas entidades, propiciando o aumento de instituições financeiras e o seu enriquecimento acelerado.Enquanto as instituições aumentam em números e recursos acumulados, devido à política protecionista, os maiores prejudicados são os comerciantes e industriais, a força viva da produção nacional, mutilados pelos juros abusivos praticados.
Infelizmente, a exemplo de uma situação semelhante que vem ocorrendo no âmbito internacional, o crescimento de nosso país tem sido acelerado e desproporcional, em virtude do próprio Governo Federal proporcionar condições de protecionismo, com política arbitrária e aumento demasiado das taxas de juros, fatos esses que somente vêm beneficiando o setor bancário.
Os contratos bancários demonstram a falta de justiça e o total desrespeito à Lei Maior da Nação e às leis ordinárias. Isso porque o ordenamento jurídico pátrio sempre procurou, em suas normas, proteger a relação de equilíbrio entre as partes contratantes. Pelo simples exame de um contato bancário, verifica-se o evidente desequilíbrio da relação de crédito, uma vez que esse contém as mais diversas irregularidades desde as taxas de juros aplicadas, forma de cálculos dessas taxas, a utilização de indexadores já fulminados pela lei e pela jurisprudência até as cláusulas abusivas em todos seus termos, transferindo o crescimento dos setores produtivos e favorecendo as entidades intermediárias.
Adicionalmente, o Poder Judiciário posicionava-se até a bem pouco tempo no sentido de proteção às entidades financeiras, dando cobertura legal a essa prática protecionista. O que deveria ser o suporte para o projeto de desenvolvimento econômico, tornou-se um obstáculo, levando o país a situação avassaladora, consubstanciado no número crescente de falências e insolvências. Inconcebível; porém, Brasil.
Felizmente, esse processo está com seus dias contados, e isso graças as Poder Judiciário, que, sendo provocado, vem mudando sua linha de pensamento, propiciando uma crescente jurisprudência contra o absurdo dessa política monetária, desfazendo a calamidade atual, em razão do grande número de empresas que, por veemente necessidade, apelaram à Justiça.




